Um mundo de pessoas, não de coisas

Há algum tempo eu ví esta frase no meu feed do Linkedin e realmente esta frase ficou fixa na minha cabeça. Oras, realmente.. Estamos tratando diariamente com pessoas, humanos, e não com recursos ou mesmo somente com uma empresa “x”.

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Bryan Kramer - Author Human to Human @bryankramer

Quantas vezes você já não se perguntou: “Será que esta empresa é confiável?”, e o que você faz? Em muitos casos, você buscará referências daquela empresa através de amigos, através do Reclame Aqui, ou ainda por qualquer outra referência escrita por uma pessoa. Até mesmo quando uma empresa está para contratar um funcionário para um determinado cargo, um dos pontos que contam a favor são as referências daquela pessoa.

Quando morei no Vale do Silício entre 2012 e 2013, tive a oportunidade de aprender muito sobre como as pessoas confiam nas outras. Um exemplo disso foi o aprendizado que tive com um grande amigo – que posteriormente virou meu investidor – Lee Jacobs (Linkedin: http://linkedin.com/in/leejonathanjacobs | Angelist: https://angel.co/lee-jacobs), que durante o preparo do meu pitch para investidores me disse para colocar em primeiro lugar na apresentação o meu nome e o meu histórico, isto porque eu estava inicialmente me apresentando, antes mesmo de apresentar a minha empresa. Isto faz sim uma grande diferença, eu mesmo já presenciei diversos investidores dizendo que eles investem muito mais em “pessoas” do que em “produto”.

Estou dizendo isso porque uma das coisas que eu tenho reparado nos sites que tenho navegado é que eles estão colocando “a cara” dos donos neles, para mostrar quem são as pessoas responsáveis por eles e também para que todos possam se sentir mais confortáveis de que ali, atrás daquelas páginas, existe alguém que pode te ouvir. As pessoas querem saber quem está por trás de “tal” empresa, e como disse,
Apple: http://www.apple.com/stevejobs/
TAM: Fale com o presidente
Rivendel: Quem somos 😉

Além disso, você provavelmente sabe quem foram os fundadores destas empresas, certo?
– Microsoft (Bill Gates)
– Twitter / Square (Jack Dorsey)
– Ambev / Inbev / Heinz (Jorge Paulo Lemann)

Você já deve ter notado, por exemplo, que as emissoras de TV dão muito mais valor a colocar um “rosto” que o público se simpatize do que um rosto comum para executar determinado posto na telinha. Até mesmo a gigante aérea TAM tinha o canal Fale com o Presidente, onde você poderia escrever diretamente para ele e o próprio é quem respondia algumas perguntas selecionadas.

Acho bem bacana quando uma empresa conceituada (ou até mesmo ainda não tão conhecida) diz quem são os donos da empresa, pois isso influencia diretamente na cultura da empresa. Sendo bem sincero, eu confio e procuro muito mais saber sobre a índole das pessoas que estão por trás da empresa do que somente no produto em si. Um exemplo clássico disso são as empresas de pagamentos online aqui no Brasil, onde existe uma complexidade e necessidade gigantesca de segurança na plataforma e no processo operacional para garantir que o seu cartão de crédito não será clonado e posteriormente utilizado para compras fraudulentas.

Sendo assim, caros empreendedores, não se sintam desconfortáveis no momento de contactar algum cliente dizer que você é o “dono” do negócio. Deixar o seu site com um atendimento robotizado/automatizado é bom para performance e custos, mas jamais será tão valioso quanto um atendimento personalizado para cada cliente, ainda mais se o próprio fundador entrar em contato diretamente com o cliente para resolver o problema dele diretamente.

Como minha mãe dizia: “O que engorda o rebanho é o olho do dono”.

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